Quatro mulheres. Uma coreografia. E G-Dragon no beat. O fandom não tinha como estar preparado.

O dance practice que fez os grupos explodirem em 13 de maio

Segundo o soompi.com, no dia 13 de maio a aespa lançou o vídeo oficial de dance practice de "WDA (Whole Different Animal)" — a pre-release track do álbum de estúdio "LEMONADE" — e o resultado é exatamente o que o título promete: algo completamente diferente. O vídeo entrega uma visão completa da coreografia das quatro integrantes, sem corte, sem desculpa, sem filtro. É você versus a realidade de que elas são absurdamente boas.

"WDA" já é uma faixa especial pelo simples fato de ter G-Dragon como featuring — e isso, por si só, já colocou o lançamento num patamar diferente dentro da discografia da aespa. Mas o dance practice veio mostrar que não é só o nome do GD que carrega a música: a coreografia é intensa, precisa e tem aquela energia crua que faz a diferença entre um vídeo bonito e um vídeo que você assiste cinco vezes seguidas. Pipocou nos grupos brasileiros em questão de horas.

Quem é a aespa — e por que esse momento importa tanto na carreira delas

Se você ainda não acompanha a aespa de perto, vai por mim: você tá perdendo uma das trajetórias mais ousadas do K-pop atual. Lançadas pela SM Entertainment em novembro de 2020, Karina, Giselle, Winter e NingNing chegaram com um conceito que misturava realidade e mundo virtual — cada integrante tinha um avatar digital chamado æ, e toda a narrativa girava em torno de um universo chamado KWANGYA. Era diferente, era estranho, e era exatamente por isso que funcionou. "Black Mamba", o debut delas, quebrou recordes de visualizações para grupos de quarta geração na época.

Desde então, a aespa foi construindo uma identidade artística que oscila entre o conceitual e o comercialmente explosivo. "Next Level", "Savage", "Spicy", "Supernova" — cada era mostrou um lado diferente do grupo, e a galera que acompanha sabe que elas não têm medo de arriscar. Aqui no PopSeoul, a gente acha que "LEMONADE" pode ser o álbum mais importante da carreira delas até agora — não porque vai ser o mais experimental, mas porque parece que elas finalmente tão entregando os dois lados ao mesmo tempo: identidade artística forte e apelo massivo. "WDA" com G-Dragon é exatamente essa virada. E o dance practice veio confirmar que não é hype vazio.

O que o fandom brasileiro tá sentindo agora mesmo

A comunidade MY (como são chamados os fãs da aespa) no Brasil é uma das mais ativas do K-pop nacional — e a gente aqui no PopSeoul acompanha isso de perto faz tempo. Quando "Supernova" explodiu nos charts em 2024, os grupos de fãs brasileiros foram fundamentais na campanha de streaming, e o Brasil figurou entre os países com maior número de reproduções nas primeiras 24 horas em diversas plataformas. Não é à toa: a aespa tem uma conexão genuína com o público brasileiro, que responde muito bem ao conceito visual pesado e às coreografias de impacto que elas entregam.

Com "WDA" e o featuring de G-Dragon, a coisa ganhou uma camada extra. BIGBANG é um nome que atravessa gerações no K-pop brasileiro — tem fã que conheceu o K-pop pelo BIGBANG lá em 2010 e hoje acompanha a aespa. Esse crossover geracional é raro e poderoso, e a gente viu isso nos comentários, nos tweets, nos reposts: não eram só MYs comentando, eram fandoms inteiros se misturando. O dance practice veio alimentar essa chama de um jeito muito concreto — porque ver a coreografia completa, sem edição pesada, é diferente. É intimidade. É você e elas num estúdio.

Antes do "LEMONADE": como a aespa chegou até aqui — e o que vem depois

A pre-release de "WDA" segue uma estratégia que a SM vem usando muito bem com a aespa: soltar faixas antes do álbum completo para ir aquecendo o fandom e garantindo presença nos charts semanas antes do lançamento oficial de "LEMONADE". Essa não é a primeira vez que elas usam esse caminho — "Supernova" também foi lançada antes do mini-álbum "Drama" e chegou a resultados impressionantes nos charts globais, inclusive com entrada em paradas do Spotify Global.

O dance practice, especificamente, é uma peça de conteúdo que a aespa domina melhor do que a maioria dos grupos. As quatro têm técnica, têm sincronia e — o que é mais difícil de ensinar — têm presença. Karina continua sendo uma das dançarinas mais comentadas da quarta geração, mas o que impressiona em "WDA" é que o grupo como conjunto entrega algo maior do que a soma das partes. A coreografia parece ter sido construída pra isso: mostrar que elas são um bloco. Um animal diferente, pra ser exato. O álbum "LEMONADE" ainda não tem data oficial de lançamento confirmada no momento em que este artigo foi publicado, mas com esse nível de aquecimento, a gente mal consegue esperar.

E você, já assistiu o dance practice de "WDA" quantas vezes? Conta pra gente nos comentários!