Três noites. Mesmo palco. Vinte e nove shows pela frente. O BABYMONSTER abriu a world tour CHOOM em Seul entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, e o que aconteceu no Jamsil Indoor Stadium foi um retrato claro de onde o grupo está agora: longe dos dias de estreante, confortável no papel de headliner.

O show começou com uma declaração de intenção

Segundo o soompi.com, o grupo abriu a noite com "WE GO UP", seguida da faixa-título da turnê, "CHOOM", e dos clássicos que já carregam o DNA delas: "BATTER UP" e "DRIP". A sequência não foi por acaso. "WE GO UP" funciona como manifesto, e colocá-la na abertura diz algo sobre como o BABYMONSTER quer ser lido nessa fase da carreira: um grupo que subiu e que não pretende parar por aí.

O set list da terceira noite passou por "MOON", "CLIK CLAK", "SHEESH" e "PSYCHO", com o estádio tomado pela cor vermelha dos lightsticks das MONSTIEZ. Um dos momentos mais comentados foi a sequência de covers solos: Rora revisitou "Havana" ao lado de um VCR com sua audição original da mesma música, transformando o número em um arco de crescimento visível. Asa trouxe elementos do estilo tradicional coreano com "Temple", Pharita entregou presença de palco com "Super Bass", Chiquita performou "Buttons" e "Worth It", Ruka dominou "RATATA" e Ahyeon mostrou o que suas cordas vocais conseguem fazer em "Problem". Seis solos, seis personalidades. É raro um grupo de K-pop conseguir sustentar essa diversidade sem que o conjunto perca coerência, e o BABYMONSTER está conseguindo.

Quem é o BABYMONSTER e por que essa turnê importa agora

O BABYMONSTER é o primeiro girl group lançado pela YG Entertainment depois do BLACKPINK, estreando em 2023 após um processo de seleção acompanhado publicamente. O grupo é formado por sete integrantes de diferentes nacionalidades: Ruka (Japão), Pharita (Tailândia), Asa (Japão), Rora (Coreia do Sul), Chiquita (Tailândia), Ahyeon (Coreia do Sul) e Rami (Japão). A internacionalidade do lineup não é detalhe cosmético, é parte central da identidade delas, e reflete na audiência global que o grupo construiu desde o debut.

O que me impressiona na trajetória do BABYMONSTER é a velocidade com que elas saíram da fase de rookies para a de grupo que consegue sustentar uma world tour própria com quase 30 datas. Grupos da YG carregam um padrão de expectativa absurdo desde o dia um, e o fato de chegarem ao CHOOM com setlist denso, solos estruturados e uma fanbase que canta junto faixa por faixa indica que a construção foi sólida, não só barulho de debut. A turnê CHOOM está programada para 29 shows em 18 cidades, com datas confirmadas na Ásia e Oceania e planos ainda em aberto para Europa, América do Norte e América do Sul. O encerramento da etapa de Seul teve Ruka resumindo o que vem por aí: "Vamos para muitas cidades, e só de pensar nas novas memórias que vamos criar, já fico animada."

América do Sul está no mapa, e o Brasil precisa ficar de olho

A informação mais relevante para quem acompanha o grupo por aqui está no comunicado oficial: o CHOOM World Tour terá paradas na América do Sul. Datas específicas para o Brasil ainda estão sem confirmação oficial, mas a inclusão da região no roteiro é um sinal concreto de que o grupo está mapeando esse mercado. Vale monitorar os canais oficiais do BABYMONSTER e da YG Entertainment para anúncios, além de plataformas de ticketing como Eventim e Ticket360, que costumam operar shows internacionais de K-pop no país.

No streaming, o BABYMONSTER tem presença consolidada no Spotify e nas plataformas de vídeo, com o MV de "BATTER UP" como ponto de entrada para quem ainda não conhece o grupo. Para acompanhar o CHOOM em tempo real, o canal oficial do YouTube da YG Entertainment e o perfil do BABYMONSTER no Weverse são as fontes mais atualizadas. As datas asiáticas já estão em andamento, o que significa que conteúdo de fancam, registros e setlists completos já circulam para quem quiser ir preparado para um eventual show no Brasil.

O que o CHOOM revela sobre o momento atual do grupo

Uma world tour com 29 datas não é um projeto que se monta sem estrutura por baixo. Para grupos da quinta geração do K-pop, o salto de mini álbuns e music shows para turnês internacionais independentes é um marcador de maturidade na carreira. O BLACKPINK levou alguns anos para chegar a esse patamar; o BABYMONSTER está percorrendo esse caminho em ritmo mais acelerado, com a infraestrutura da YG e uma fanbase que cresceu junto desde o processo de seleção pré-debut.

O fecho das três noites em Seul foi com encore de "BATTER UP", "SHEESH" e "I LIKE IT", e Pharita resumiu melhor do que qualquer press release o estado de espírito do grupo: "Acho que consigo trabalhar ainda mais. Ainda não acabou, então vamos dançar juntos até o fim." Com 18 cidades pela frente e América do Sul no horizonte, a temporada CHOOM mal começou.