Top 10 no rádio americano. Pela primeira vez. E com uma colaboração que ninguém esperava.

Jennie, a integrante mais solo-ativa do BLACKPINK no momento, acaba de cravar mais uma marca histórica na sua carreira: a faixa Dracula, remix em parceria com o Tame Impala, entrou no top 10 do Billboard Radio Songs e do Pop Airplay simultaneamente, chegando ao número 9 em ambos os charts. É a primeira vez que qualquer uma das duas partes da colaboração conquista um top 10 em qualquer um desses rankings. Isso é grande. Muito grande.

O número 9 que mudou o jogo para Jennie no rádio americano

Conforme reportado pelo soompi.com, Dracula saltou para a posição 9 no Billboard Radio Songs, o chart que mede as execuções semanais em estações de rádio americanas de todos os gêneros, e também chegou ao número 9 no Pop Airplay, que foca especificamente nas top 40 mainstream. Essa entrada dupla no top 10 é um feito que poucos artistas de K-pop conseguiram em toda a história do gênero no mercado americano.

Mas os números não param por aí. Dracula voltou ao número 14 no Hot 100, depois de ter atingido seu pico de número 10 no chart no mês passado. Ela segura o número 1 no Hot Dance/Electronic Songs e no Dance Streaming Songs nesta semana. E estreou no número 14 no novíssimo Songs of the Summer de 2026, o chart sazonal da Billboard que roda de Memorial Day até o Labor Day, ou seja, de maio a setembro. Enquanto isso, Jennie subiu para o número 85 no Artist 100, marcando sua 12ª semana no chart como artista solo. Cada um desses dados conta uma história diferente, mas todas apontam pro mesmo lugar: ela está construindo uma presença real e sustentada no mercado ocidental.

Quem é Jennie fora do BLACKPINK, e por que este momento importa tanto

Jennie Kim não é novidade para ninguém que acompanha K-pop há mais de cinco minutos. Como integrante do BLACKPINK, grupo que fez história sendo o primeiro artista feminino de K-pop a se apresentar no Coachella em 2019, ela sempre foi reconhecida como uma das faces mais icônicas da indústria. A rapper e vocalista do grupo tem presença de palco absurda, um senso de moda que virou referência global e uma personalidade que cativa tanto o público asiático quanto o ocidental. Mas a Jennie solo é um capítulo diferente, e ela vem escrevendo esse capítulo com muita calma e estratégia.

A carreira solo dela ganhou novo fôlego com Dracula porque a colaboração com o Tame Impala, banda de psych-pop/rock australiana liderada por Kevin Parker, foi uma escolha corajosa e inteligente ao mesmo tempo. Parker é um dos produtores mais respeitados da música alternativa ocidental, com décadas de trabalho que vai de Kendrick Lamar a Lady Gaga. Juntar o universo dele com o de Jennie criou algo que não soa nem como K-pop puro nem como pop ocidental convencional, e foi exatamente essa identidade híbrida que abriu as portas do rádio americano. Na nossa visão aqui no PopSeoul, essa parceria foi o movimento mais calculado e mais ousado da carreira solo dela até agora, e o resultado nos charts prova que a aposta valeu. O rádio americano é historicamente resistente a artistas internacionais, e entrar no top 10 por mérito de airplay genuíno, não só por streaming, é outra história completamente.

O que muda agora para os fãs brasileiros de Jennie

O Brasil tem uma das maiores bases de fãs do BLACKPINK fora da Ásia. Os BLINKs brasileiros acompanham cada movimento do grupo com uma intensidade que impressiona até mesmo dentro do próprio fandom global. Grupos nas redes sociais como BLINK Brasil, BLACKPINK Brasil BR e dezenas de fanpages regionais espalhadas por São Paulo, Rio, Nordeste e Sul do país já estão celebrando o feito de Jennie, e Dracula está tando bombando nas playlists brasileiras de K-pop pop no Spotify.

No Spotify Brasil, Dracula tem figurado nas playlists editoriais voltadas para K-pop e pop internacional, e a faixa é facilmente encontrada na plataforma com qualidade de streaming completa. Não há ainda confirmação oficial de apresentações de Jennie no Brasil como artista solo em 2026, mas o histórico do BLACKPINK no país, com shows esgotados em São Paulo durante a era anterior, mostra que o mercado brasileiro está sempre no radar da YG Entertainment e das agências parceiras. Vale ficar de olho nos canais oficiais da artista para anúncios de tour.

Dracula no contexto da era solo de Jennie: o que veio antes e o que pode vir depois

Para entender o peso desse momento, vai por mim: é preciso olhar de onde Jennie veio como artista solo. Seu primeiro single solo, SOLO, lançado em 2018, foi um marco do K-pop, mas operou principalmente dentro do ecossistema do fandom. O álbum Ruby e os trabalhos mais recentes mostram uma Jennie disposta a explorar sonoridades fora da zona de conforto do K-pop tradicional, com produções que dialogam com o pop alternativo, a eletrônica e agora o rock psicodélico do Tame Impala.

O que Dracula prova é que essa estratégia está funcionando. Entrar no top 10 do rádio americano é um tipo de conquista diferente de um all-kill nos charts de streaming coreanos ou até mesmo de uma posição alta no Hot 100 puxada por fandom. O airplay depende de programadores de rádio, de execução orgânica, de o público geral querer ouvir a música de novo. É validação de mercado mainstream. E com o Songs of the Summer de 2026 já registrando Dracula no número 14 na semana de estreia do chart, há uma chance real de que a música defina parte do verão americano, o que abriria portas para mais colaborações ocidentais e, quem sabe, uma tournê solo com alcance verdadeiramente global. A gente vai acompanhar cada passo dessa era de perto aqui no PopSeoul.

Você já ouviu Dracula com o Tame Impala? O que achou dessa collab inusitada? Conta pra gente nos comentários!