O café do pai do Jimin existe há anos. E o ARMY sabe disso. Mas o que aconteceu agora passou dos limites.
Como o nome 'Magnate' foi parar nas mãos de outra empresa?
Segundo informações divulgadas pelo koreaboo.com, o pai de Jimin toca há anos um café em Busan chamado Magnate, frequentado por ARMYs do mundo inteiro, inclusive turistas que viajam especificamente para conhecer o lugar. O espaço virou ponto de peregrinação do fandom global, especialmente depois que a fama de Jimin explodiu lá fora.
O problema é que a família Park nunca registrou o nome como marca. E isso abriu uma brecha enorme. De acordo com os relatos, outra pessoa registrou o nome antes deles, o que forçou o café a trocar de nome: hoje ele opera como ZM-ILLENNIAL. Até aí, já era uma situação difícil de engolir. Mas o capítulo mais recente dessa história levou o fandom a um nível completamente diferente de indignação: uma nova loja chamada Magnate abriu perto do café original, sem qualquer vínculo com a família do cantor, e com o agravante de usar exatamente a mesma tipografia do antigo logo do negócio da família Park.
Não é coincidência. E o fandom não está tratando como tal.
Jimin, o café de Busan e o que isso representa para o ARMY
Quem acompanha a trajetória do BTS sabe que Busan não é só a cidade natal de Jimin, é parte da identidade dele como artista. Park Jimin, membro do BTS desde a estreia do grupo em 2013, foi um dos grandes responsáveis pelo crescimento global da banda, especialmente nos anos seguintes ao lançamento de álbuns como Love Yourself: Answer e ao sucesso internacional que culminou em múltiplas entradas no Hot 100 da Billboard. Em 2023, Jimin se tornou o primeiro artista solo coreano a debutar em número 1 no Hot 100 com a faixa Like Crazy, do álbum FACE. É esse o nível de visibilidade que carrega o nome da família dele.
O café Magnate nunca foi uma operação de marketing. É o negócio real de um pai que cria pastel há décadas em Busan. Mas a popularidade do filho transformou o lugar em atração turística sem que a família precisasse fazer nada além de existir. ARMYs visitam o espaço como uma forma de conexão com o idol, e vídeos do lugar circulam regularmente nas redes sociais. Isso gerou um valor de marca enorme, mesmo que informal, mesmo que nunca registrado oficialmente. E foi exatamente esse vácuo legal que alguém resolveu explorar.
O que muda agora para os fãs brasileiros do Jimin?
O ARMY brasileiro está entre os mais ativos do mundo. O Brasil aparece consistentemente entre os principais mercados de streaming do BTS nas plataformas digitais, e os grupos de fãs nacionais movimentam campanhas, fandom projects e tendências no X (antigo Twitter) com uma frequência impressionante. Não é à toa que a notícia sobre o café do pai de Jimin tomou os grupos em português em questão de horas depois de vir a público.
O pedido de alerta que a própria conta do ZM-ILLENNIAL emitiu nas redes sociais já foi amplamente compartilhado pelo fandom brasileiro: a mensagem pede que visitantes e turistas saibam que o café da família é o ZM-ILLENNIAL, não o novo Magnate que abriu nas proximidades. Para quem planeja visitar Busan como parte de uma viagem para a Coreia do Sul, que segue sendo um destino cada vez mais popular entre brasileiros fãs de k-pop, essa informação é essencial. Na nossa visão aqui do PopSeoul, usar a tipografia original como elemento de diferenciação é detalhe que deixa claro que a intenção não é apenas usar um nome disponível, é capitalizar em cima de uma associação já construída. Isso não é empreendedorismo, é oportunismo.
O que pode acontecer a partir daqui?
Do ponto de vista legal, a situação é complicada. Como o registro do nome Magnate não pertence à família Park, eles não têm como impedir que outras empresas usem o nome agora, pelo menos não de forma simples. A nova loja anunciada opera no ramo de vestuário, o que tecnicamente a coloca em uma categoria diferente do café, mas isso não suavizou a reação dos fãs. A fonte do escândalo não é só o uso do nome: é a escolha deliberada da mesma tipografia, o mesmo estilo visual que fazia parte da identidade do lugar original.
Casos assim não são raros no universo do k-pop. A trajetória de grupos e artistas frequentemente transforma negócios familiares em pontos de interesse público do dia para a noite, e nem sempre as famílias estão preparadas juridicamente para proteger o que construíram antes da fama chegar. O caso do café de Jimin é um lembrete concreto de como a ausência de registro de marca pode criar brechas sérias, mesmo quando a associação pública entre um nome e uma pessoa é evidente para qualquer pessoa que acompanhe a cena. O caminho mais provável agora é que a própria visibilidade do caso, impulsionada pelo fandom global, funcione como proteção informal, mantendo os turistas e fãs orientados sobre qual é o espaço original da família.




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