Um hábito de escola, um professor impaciente e uma sala inteira paralisada pelos olhos de um menino tímido. É assim que começa a história pré-debut mais comentada do BTS nas últimas semanas.

O que um ex-colega revelou sobre Jungkook antes da fama

Um internauta que afirma ter estudado com Jungkook compartilhou uma memória dos tempos de escola que diz mais sobre a personalidade do Golden Maknae do que qualquer entrevista já conseguiu. Segundo o relato, publicado e repercutido pelo koreaboo.com, Jungkook tinha o costume de deixar a franja longa cobrir completamente os olhos durante as aulas, ao ponto de colegas chegarem a especular se ele tinha algum problema ocular.

A virada da história aconteceu quando um professor pediu que ele afastasse o cabelo do rosto. O que veio a seguir, nas palavras do próprio ex-colega: "Não tem muito o que dizer. Ele era seriamente bonito. Andava com a franja cobrindo os olhos e as pessoas perguntavam se havia algo errado com eles. Um dia a professora mandou ele mostrar os olhos, e uau, eram lindos. Ainda me lembro com clareza. Depois soube que os olhos dele eram tão bonitos que todo mundo ficava comentando, então ele começou a cobri-los de novo." O ex-colega ainda acrescentou que Jungkook chegava a passar uma hora na frente do espelho, todos os dias, arrumando a franja para garantir que os olhos ficassem escondidos.

O que chama atenção nessa história não é só a curiosidade em si, mas o que ela revela sobre a timidez que marcou a infância do artista. A relação de Jungkook com a própria aparência nessa fase pré-debut é um contraste direto com o performer extremamente confiante que qualquer ARMY reconhece no palco hoje.

Quem é Jungkook fora dos palcos do BTS

Jungkook entrou para o BTS em 2013, aos 15 anos, como o caçula do grupo formado pela HYBE, e o apelido Golden Maknae não foi dado à toa: ao longo de 13 anos de carreira, ele acumulou créditos como vocalista principal, dançarino, compositor e produtor, com participações diretas em algumas das músicas mais ouvidas do grupo. Em 2023, lançou seu primeiro álbum solo, Golden, que estreou no top 10 da Billboard 200 e rendeu ao artista a posição de solista sul-coreano com mais entradas simultâneas na Hot 100 na época do lançamento.

Mas antes de tudo isso, havia um adolescente que cobria os olhos com o cabelo e passava uma hora se arrumando para não chamar atenção. Essa dissonância entre o menino tímido que escondia os olhos e o artista que hoje vende arenas inteiras em minutos é exatamente o tipo de detalhe humano que torna a trajetória do BTS diferente da maioria das histórias de idol, e que faz fãs de longa data se reconectarem com o grupo de um jeito completamente novo, mesmo depois de mais de uma década. A história tem esse peso porque não é construída pelo departamento de marketing de nenhuma agência. É uma memória ordinária de escola, com professor bravo e colega bisbilhoteiro, igual a qualquer outra.

Por que essa história chegou forte para o público brasileiro

O BTS tem uma base de fãs brasileira que acompanha o grupo desde os anos iniciais, e o Jungkook sempre ocupou um lugar específico nessa relação: é consistentemente um dos integrantes com maior número de fãs declarados por aqui, e qualquer conteúdo pré-debut que envolva o nome dele gera engajamento imediato nas comunidades brasileiras. O Brasil é historicamente um dos países com maior volume de streams do BTS no Spotify fora da Ásia, o que coloca o fandom local em posição relevante no mapa global do grupo.

Para quem quer acompanhar conteúdo do BTS no Brasil, o grupo está disponível nas principais plataformas de streaming: Spotify, Apple Music e YouTube Music têm toda a discografia, incluindo os projetos solos. O álbum Golden, de Jungkook, está disponível para streaming completo nessas plataformas sem custo adicional para assinantes. Fisicamente, álbuns do BTS e de Jungkook chegam ao Brasil via importadoras especializadas e plataformas como Shopee e Amazon BR, com preços que variam bastante conforme edição e disponibilidade de estoque.

O que histórias como essa dizem sobre o fandom depois de 13 anos

Existe um fenômeno curioso em fandoms longevos: quanto mais tempo passa, mais raras ficam as histórias genuinamente novas sobre os artistas. O BTS completou 13 anos de atividade, e os ARMYs já viram documentários, séries de reality, diários pessoais, entrevistas de cinco horas. E ainda assim, um relato anônimo de um ex-colega de escola sobre uma franja e um professor é capaz de gerar ondas de reação como se fosse informação nova sobre uma estrela recém-descoberta.

Parte disso tem a ver com o tipo de dado que essa história entrega: não é performance, não é imagem construída, é memória de terceiro sem interesse comercial no assunto. E parte tem a ver com o próprio Jungkook, que ao longo da carreira sempre deixou transparecer uma timidez real por baixo da presença de palco, tornando esse tipo de relato completamente crível para quem o acompanha há anos. A piada que circulou nas redes, de que ele foi de certa forma "zoado" na escola por ser bonito demais, diz mais sobre o humor do fandom do que sobre qualquer crueldade real, mas captura bem o absurdo carinhoso da situação.

O detalhe que fica: Jungkook passava uma hora por dia arrumando o cabelo para esconder os olhos. Hoje esses mesmos olhos aparecem em capas de revista, videoclipes com centenas de milhões de views e fancams assistidas por fãs em todos os continentes. Às vezes a trajetória mais impressionante começa exatamente com alguém tentando não ser visto.